A Dislexia é uma dificuldade específica de aprendizagem da leitura, que afecta entre 5-10% da população portuguesa, tornando-se uma causa muito frequente de insucesso escolar não diagnosticado. Acima de 90% dos casos de Dislexia têm origem numa diferente organização no desenvolvimento cerebral da zona especializada em analisar os sons da fala.
As pessoas disléxicas revelam dificuldades em distinguir os sons da fala e em fazer corresponder correctamente os diferentes sons às diferentes letras. Para aumentar a confusão, a mesma letra pode representar sons diferentes (selva, casa), letras diferentes representar o mesmo som (asa, azar) e há palavras com sons muito parecidos (viu, fio).
Em conjunto com a dificuldade de leitura é habitual estar presente uma dificuldade de escrita, onde é preciso escolher os símbolos que representam os diferentes sons da língua portuguesa.
É importante referir que a Dislexia é totalmente independente do nível intelectual da pessoa, surgindo as dificuldades de aprendizagem devido aos défices ao nível da leitura e não devido a um nível intelectual inferior à média.
Segundo Reid Lyon, Sally Shaywitz, & Bennett. Shaywitz (2003) “A dislexia é uma perturbação específica da aprendizagem de origem neurobiológica. Caracteriza-se por dificuldades no reconhecimento preciso e/ou fluente das palavras escritas, por dificuldades ortográficas e por dificuldades na descodificação. Estas dificuldades resultam frequentemente de um défice na componente fonológica da linguagem e são muitas vezes inesperadas relativamente a outras capacidades cognitivas e face ao fornecimento de instrução eficaz. Consequências secundárias podem incluir problemas na compreensão da leitura e experiência de leitura reduzida, o que pode impedir o desenvolvimento do vocabulário e do conhecimento geral.”
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